Vazio profundo. Mais sozinha que nunca. Buraco negro na alma. E uma mensagem aparece assim no meu celular:

“Oi linda! Tudo bem? Saudades. Te adoro! Não te esqueci. Beijos”

Sem assinatura. Só o número de celular de origem. Nenhuma vontade de ligar pra perguntar quem é.  Só uma vontade tola que fosse. 0,01% de chances. Mesmo assim, ainda é alguma coisa. Melhor que nada. Pior que tudo.

Queimem essazinha que escreve, ela precisa acordar.

sonhei hoje. tinha peixes mortos no aquário e um rapaz bonito que me encarava e sorria, mas se mantinha calado o tempo todo. depois eu filmava a Cortney Love na cama (melhor pular essa parte).

vários sonhos são assim, filmo cenas que se encaixam. fica parecendo um filme onde eu sou a diretora, e por isso vejo tudo que acontece através da câmera. só sonhando pra ver. às vezes me inspiro tanto em David Lynch que o sonho tem clima, cores, trilha sonora. tudo meio soturno e esquisito.

demorei pra levantar da cama quando acordei. fiquei tentando lembrar de tudo. pena que acordei.

words are very unnecessary

Fevereiro 1, 2009

Eu queria que existisse um radar de gente podre. Enquanto esse aparelhinho não aparece no mercado, vou sonhando em comprar meu GPS.

You can spend minutes, hours, days, weeks or even months over-analyzing a situation; trying to put the pieces together, justifying what could’ve, would’ve happened… or you can just leave the pieces on the floor and move the fuck on!

Tupac Shakur

Já é fevereiro e eu me dei conta que 2009 começou de verdade.

oops! I did again

Novembro 8, 2008

Pedir desculpas não é lá grandes coisas quando só se quer cumprir o protocolo da boa educação. Nessas circunstâncias acontece apenas uma trégua desconfortável e quem fez as merdas fica bonito na foto, enquanto você paga de impiedosa e debilitada na arte de perdoar.

Que tal menos polidez e mais vergonha na cara? Hmm? Não seria ruim.

this is that

Junho 19, 2008

Existe esse filme que eu nunca assisti, Rashomon. De um crime com três versões diferentes. Os envolvidos não entram num acordo nunca. Cada um conta, ao seu modo, o que aconteceu.

Eu sempre lembro desse filme quando me acontece de pensar isso e esse isso se revela aquilo.

Essa procura das verdades que não existem ou das mentiras que criamos inconscientemente.

*

Ela disse que era amor e até citou a respiração ofegante dele e as batidas do coração enquanto transavam. E num corte rápido, o colega ao lado, na mesa dum bar, retrucou que o que realmente faz barulho na cama é tesão”.

Todos riram e continuaram bebendo suas cervejas.

Ela, mais que os outros.